quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Um poema que não é de Natal... Mas ficou a ser

Com dois versos acrescentados no fim, este poema passou a ser poema de Natal.


Com tantos poemas de Natal, que circulam por aí, porquê e para quê isto? Primeiro porque sim. E depois, porque sim também! Não anda por aí a expressão, «Natal é quando um homem quiser», popularizada num verso Carlos Ary dos Santos? Então, um poema é de Natal, sempre que o leitor quer!

sábado, 20 de dezembro de 2025

Natal de quê? De quem?

Encontro-me hoje com “Natal de 1971” de Jorge de Sena. Cinquenta e quatro Natais passados, e tanta coisa passada entretanto! E interrogo-me: que distingue o Natal de 1971 do Natal que agora bate à porta? Não sei!

Fosse Jorge de Sena ainda vivo, como seria o seu “Natal de 2025”, se estivesse na disposição de escrevê-lo? Seria outro o seu poema? Ou limitar-se-ia a trocar 1971 por 2025, mantendo o poema em tudo igual?

Vou ao Sr. Google perguntar pelo estado do mundo em 1971. O seu assistente IA atira-me com a guerra Indo-Paquistanesa, a Guerra do Vietname, os conflitos na Irlanda do Norte, a que se juntam outros conflitos menores. 

Entre nós, as Guerras Coloniais (ou ultramarinas, como se dizia por cá) estavam no seu ponto crítico. E um povo, entre a mordaça e a anestesia, (sobre)vivia num país orgulhosamente só.

Será de mim? Ou…, mordaças à parte, não estaremos a entrar numa anestesia idêntica?

Daniel Lousada