Apesar de alguns momentos de acalmia mediática em que os seus adversários parecem perder um pouco de fôlego, os pedagogos vivem sempre com a sensação de estar «na linha da frente». E, de facto, estão-no constantemente. Estão-no, acima de tudo, porque têm de recordar incessantemente – e, em primeiro lugar, a si próprios – que ninguém está destinado ao fracasso nem condenado à exclusão, que todos podem aprender e crescer, que a transmissão da cultura não pode ter como objectivo seleccionar as elites, mas deve permitir a todos aceder ao prazer de pensar e ao poder de agir. Contra todas as formas de fatalismo e de renúncia, contra a obsessão classificatória das nossas sociedades, contra o encerramento sistemático dos indivíduos em «grelhas» por instituições que se contentam em «gerir fluxos», eles são portadores de uma «insurreição fundadora» que os coloca sempre, mais ou menos, em posição de combate contra as práticas burocráticas e rotineiras de quem aposta na manutenção do status quo. LER MAIS >>>

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